Amor às fatias para o pequeno-almoço, barradas com Alegria e duas colheres de Perseverança.
Mostrar mensagens com a etiqueta Autismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Autismo. Mostrar todas as mensagens
10/02/2011
31/01/2011
Temple Grandin em Pasadena
Temple Grandin em Pasadena
Temple Grandin, engenheira, professora universitária, especialista no manejo de gado, escritora best-seller, apontada como a mais bem-sucedida pessoa autista, teve uma recepção de celebridade na celebração de 50 anos de Villa Esperanza, em Pasadena, California.
Em Pasadena para a Conferência de Autismo no Hilton Pasadena, ela levou uma mensagem nascida de sua própria experiência:
-"Vou falar da importância da intervenção precoce", explicou, antes de se apresentar. "Com crianças autistas, frequentemente não se pode afirmar nada a respeito de quão severo (o autismo) será. Eu parecia (um caso) severo aos 2 anos e é importante enfatizar que se uma criança de 3 anos não fala, tem movimentos repetitivos ou não se comunica, não espere, comece a trabalhar logo com ela!"
Ela foi diagnosticada em 1950 e seus pais foram aconselhados a interná-la. Naquela época, ela explica, muitas crianças eram rotuladas de "severametne retardadas". Desde então, ela explica, foi idealizado o "espectro autista", que inclui crianças nerds e geeks como ela.
-"É um continuum, em uma ponta temos as crianças Caltech e, na outra ponta, aquelas que não vão ser daquele jeito. Mas há muita gente que será capaz".
Sua história, que contou no livro "Uma menina estranha", mudou o senso comum sobre o autismo.
O filme da HBO, com Clare Danes fazendo o seu papel, indicada aos prêmios Emmy e Globo de Ouro, foi "muito divertido", ela diz.
-"Sinto que é uma responsabilidade. Muitos pais me procuram, e sempre quero ter a certeza de que dou dicas práticas, sensíveis. Mas, uma coisa: recebo muitos e-mails de garotos que me escrevem: 'Agora eu sei que posso ser bem sucedido'."Temple Grandin, the voice of autism, rocks the crowd at Villa Esperanza
| Janette Williams | 27/1/2011 | Pasadena Star News |
http://www.pasadenastarnews.com/news/ci_17221425
Fotos de Grandin em Pasadena:
http://lang.sgvtribune.com/photos/photos.asp?a=1160578
Respeite nosso trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/
Em Pasadena para a Conferência de Autismo no Hilton Pasadena, ela levou uma mensagem nascida de sua própria experiência:
-"Vou falar da importância da intervenção precoce", explicou, antes de se apresentar. "Com crianças autistas, frequentemente não se pode afirmar nada a respeito de quão severo (o autismo) será. Eu parecia (um caso) severo aos 2 anos e é importante enfatizar que se uma criança de 3 anos não fala, tem movimentos repetitivos ou não se comunica, não espere, comece a trabalhar logo com ela!"
Ela foi diagnosticada em 1950 e seus pais foram aconselhados a interná-la. Naquela época, ela explica, muitas crianças eram rotuladas de "severametne retardadas". Desde então, ela explica, foi idealizado o "espectro autista", que inclui crianças nerds e geeks como ela.
-"É um continuum, em uma ponta temos as crianças Caltech e, na outra ponta, aquelas que não vão ser daquele jeito. Mas há muita gente que será capaz".
Sua história, que contou no livro "Uma menina estranha", mudou o senso comum sobre o autismo.
O filme da HBO, com Clare Danes fazendo o seu papel, indicada aos prêmios Emmy e Globo de Ouro, foi "muito divertido", ela diz.
-"Sinto que é uma responsabilidade. Muitos pais me procuram, e sempre quero ter a certeza de que dou dicas práticas, sensíveis. Mas, uma coisa: recebo muitos e-mails de garotos que me escrevem: 'Agora eu sei que posso ser bem sucedido'."Temple Grandin, the voice of autism, rocks the crowd at Villa Esperanza
| Janette Williams | 27/1/2011 | Pasadena Star News |
http://www.pasadenastarnews.com/news/ci_17221425
Fotos de Grandin em Pasadena:
http://lang.sgvtribune.com/photos/photos.asp?a=1160578
Respeite nosso trabalho. Se for republicar algum texto, cite-nos como sua fonte e coloque um link: http://cronicaautista.blogspot.com/
07/11/2010
Musicoterapia
Autismo
A musicoterapeuta Clarisse Prestes, que trabalha com crianças autistas, ensina que, para cada objetivo clínico, há um tipo de abordagem mais indicada. No caso dos pacientes que atende, por exemplo, sons repetitivos podem ser uma experiência negativa. “Nem sempre a música faz bem. O leigo pode ignorar algumas coisas e fazer mal a quem está ouvindo. O autista tem comportamentos fixos e repetitivos. Se é colocado um CD na frente dele, e ele ficar repetindo a mesma música, esse comportamento estará sendo reforçado”, afirma.
Há dois anos e meio, Clarisse atende crianças com o problema. Ela explica que o autismo é uma patologia cíclica — há picos de melhora e piora —, mas que com a musicoterapia tem apresentado bons resultados. “A música tem esse jeito de perguntar sem ser invasiva. Quando a criança tem autismo, a primeira coisa que os pais fazem é tentar que ela fale, então já levam para o fonoaudiólogo. Com a música, o autista consegue se soltar mais por meio da linguagem não verbal, porque sente que não há toda essa cobrança”, diz.
Com a psicóloga Carolina Leão, do Hospital Regional da Asa Sul (Hras), Clarisse pretende apresentar um projeto à Secretaria de Saúde do DF para a expansão do atendimento público a diversos tipos de pacientes. Carolina, que atende crianças no hospital, participou de oficinas de musicoterapia para estimulação na Universidade de Brasília. Ela conta que havia crianças com lesões cerebrais, para as quais a atividade teve um efeito surpreendente. “Elas desenvolveram a linguagem muito mais, comparando-se às crianças que não participavam do programa. O desenvolvimento geral foi acima do esperado”, diz.
As crianças Felipe (E) e Catarina frequentam oficinas de musicoterapia com o terapeuta Bruno Cesar Fortes, em Brasília
Na rede pública do DF, a musicoterapia ainda é recente e está presente em três unidades — em um centro de saúde para adolescentes de Santa Maria, na área de gestantes de alto risco do Hras e para pacientes terminais do Hospital de Apoio. A técnica foi incorporada ao Núcleo de Medicina Natural e Terapêuticas de Integração da secretaria em 2008, por intermédio da nutricionista e musicoterapeuta Soraya Terra Coury, coordenadora do serviço.
No fim de 2007, ela ajudou a implementar a pós-graduação na área, oferecida pela Escola Superior de Ciências da Saúde do GDF. Atualmente, há duas turmas formadas, sendo que oito profissionais que frequentaram o curso trabalham na rede pública. Segundo Soraya, a ideia é expandir o serviço, mas, como há poucos servidores especializados em Brasília, por enquanto, só será possível levar a musicoterapia à pediatria do Hospital de Base. “É possível que o Hras também aumente o serviço, estendendo às crianças”, diz.
Entusiasta da técnica, Soraya conta que as aplicações são diversas: vão da prevenção de doenças ao auxílio na reabilitação de paciente. Para idosos que sofrem de problemas neurológicos, como o mal de Alzheimer, é uma ótima opção, pois, segundo a especialista, o ritmo, a melodia e a harmonia ajudam a reaver as conexões neurais perdidas. “O ser humano tem uma ligação com o som desde a vida intrauterina. Por isso, a música tão um poder tão grande de mobilizar”, afirma.
Fonte: http://reformapsiquiatrica.wordpress.com/2010/02/06/musicoterapia/
A musicoterapeuta Clarisse Prestes, que trabalha com crianças autistas, ensina que, para cada objetivo clínico, há um tipo de abordagem mais indicada. No caso dos pacientes que atende, por exemplo, sons repetitivos podem ser uma experiência negativa. “Nem sempre a música faz bem. O leigo pode ignorar algumas coisas e fazer mal a quem está ouvindo. O autista tem comportamentos fixos e repetitivos. Se é colocado um CD na frente dele, e ele ficar repetindo a mesma música, esse comportamento estará sendo reforçado”, afirma.
Há dois anos e meio, Clarisse atende crianças com o problema. Ela explica que o autismo é uma patologia cíclica — há picos de melhora e piora —, mas que com a musicoterapia tem apresentado bons resultados. “A música tem esse jeito de perguntar sem ser invasiva. Quando a criança tem autismo, a primeira coisa que os pais fazem é tentar que ela fale, então já levam para o fonoaudiólogo. Com a música, o autista consegue se soltar mais por meio da linguagem não verbal, porque sente que não há toda essa cobrança”, diz.
Com a psicóloga Carolina Leão, do Hospital Regional da Asa Sul (Hras), Clarisse pretende apresentar um projeto à Secretaria de Saúde do DF para a expansão do atendimento público a diversos tipos de pacientes. Carolina, que atende crianças no hospital, participou de oficinas de musicoterapia para estimulação na Universidade de Brasília. Ela conta que havia crianças com lesões cerebrais, para as quais a atividade teve um efeito surpreendente. “Elas desenvolveram a linguagem muito mais, comparando-se às crianças que não participavam do programa. O desenvolvimento geral foi acima do esperado”, diz.
As crianças Felipe (E) e Catarina frequentam oficinas de musicoterapia com o terapeuta Bruno Cesar Fortes, em Brasília
Na rede pública do DF, a musicoterapia ainda é recente e está presente em três unidades — em um centro de saúde para adolescentes de Santa Maria, na área de gestantes de alto risco do Hras e para pacientes terminais do Hospital de Apoio. A técnica foi incorporada ao Núcleo de Medicina Natural e Terapêuticas de Integração da secretaria em 2008, por intermédio da nutricionista e musicoterapeuta Soraya Terra Coury, coordenadora do serviço.
No fim de 2007, ela ajudou a implementar a pós-graduação na área, oferecida pela Escola Superior de Ciências da Saúde do GDF. Atualmente, há duas turmas formadas, sendo que oito profissionais que frequentaram o curso trabalham na rede pública. Segundo Soraya, a ideia é expandir o serviço, mas, como há poucos servidores especializados em Brasília, por enquanto, só será possível levar a musicoterapia à pediatria do Hospital de Base. “É possível que o Hras também aumente o serviço, estendendo às crianças”, diz.
Entusiasta da técnica, Soraya conta que as aplicações são diversas: vão da prevenção de doenças ao auxílio na reabilitação de paciente. Para idosos que sofrem de problemas neurológicos, como o mal de Alzheimer, é uma ótima opção, pois, segundo a especialista, o ritmo, a melodia e a harmonia ajudam a reaver as conexões neurais perdidas. “O ser humano tem uma ligação com o som desde a vida intrauterina. Por isso, a música tão um poder tão grande de mobilizar”, afirma.
Fonte: http://reformapsiquiatrica.wordpress.com/2010/02/06/musicoterapia/
05/09/2010
Rotinas do autista
Como referi outro dia, o meu filho parecia apresentar-se desorganizado. Pois é...quando chegou à sua residência arrumou as suas coisas, e foi logo acomodar-se, ligando a televisão e sentando-se no sofá. Isto foi há 2 dias e desde então tem respondido como se tivesse saído por 2 dias e não quase um mês.
Faz-me pensar na astúcia destes meninos, e em como sabem bem que em casa podem "esticar-se" sempre mais um bocadinho. As rotinas são certamente importantes mesmo em casa, mas dá-me a parecer que temos de instaurar as nossas rotinas, salvaguardando aquelas coisas da alimentação, o lavar os dentes, a hora do banho, do deitar...Refiro-me ao tempo das actividades com os terapeutas. Em casa penso que devemos por a rotina em execução sim, mas adaptando-a à realidade familiar, que é diferente. Até porque da experiência que tenho, todos os autistas são mais obedientes ao terapeuta do que à mãe ou pai.
Faz-me pensar na astúcia destes meninos, e em como sabem bem que em casa podem "esticar-se" sempre mais um bocadinho. As rotinas são certamente importantes mesmo em casa, mas dá-me a parecer que temos de instaurar as nossas rotinas, salvaguardando aquelas coisas da alimentação, o lavar os dentes, a hora do banho, do deitar...Refiro-me ao tempo das actividades com os terapeutas. Em casa penso que devemos por a rotina em execução sim, mas adaptando-a à realidade familiar, que é diferente. Até porque da experiência que tenho, todos os autistas são mais obedientes ao terapeuta do que à mãe ou pai.
02/09/2010
As rotinas do autista.
Falo como mãe de um autista de 18 anos. O meu filhos reside neste momento numa APPDA (Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo), tem rotinas precisas e explicam-me os técnicos que a quebra dessas rotinas, num autista pode ser, ou não devastadora. É esse o nosso problema. O individuo autista é imprevisível para nós. O meu filho, destes 5 anos na APPDA tem feito avanços significativos. Este mês esteve em casa de férias e confesso que temos tidos algumas "crises".
Chama-se crise quando o autista manifesta o seu desconforto e/ou zanga, frustação de forma agitada e/ou agressiva e difícil de controlar pelos pais ou terapeutas.
Entre o 3º / 5º dia em casa o meu Ângelo começa a "esticar a corda", ele não fala, mas é muito inteligente (embora seja difícil avaliar o seu QI) e sabe que com a mãe pode fazer coisas que na sua rotina habitual com os auxiliares e terapeutas não faz. É como um menino pequeno.
Amanhã vou levá-lo de volta, porque dia 6 recomeça na valência sócio-educadita, na APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental). A rotina dele está um pouco desorganizada, tirando os banhos e alimentação, mas fazemos o que podemos e que Deus me ajude a ir fazendo.
Chama-se crise quando o autista manifesta o seu desconforto e/ou zanga, frustação de forma agitada e/ou agressiva e difícil de controlar pelos pais ou terapeutas.
Entre o 3º / 5º dia em casa o meu Ângelo começa a "esticar a corda", ele não fala, mas é muito inteligente (embora seja difícil avaliar o seu QI) e sabe que com a mãe pode fazer coisas que na sua rotina habitual com os auxiliares e terapeutas não faz. É como um menino pequeno.
Amanhã vou levá-lo de volta, porque dia 6 recomeça na valência sócio-educadita, na APPACDM (Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental). A rotina dele está um pouco desorganizada, tirando os banhos e alimentação, mas fazemos o que podemos e que Deus me ajude a ir fazendo.
30/08/2010
Alergias alimentares e outras nos autistas
Alergias alimentares e alergias respiratórias são muito comuns em pessoas com autismo e é muito importante saber qual os produtos ou substâncias a que a pessoa é alérgica, já que a eliminação dos elementos que provocam as alergias, pode resultar em melhoras significativas no comportamento e estado geral da pessoa. As maiorias das pessoas com transtornos do desenvolvimento são sensíveis aos produtos lácteos e produtos derivados do trigo.
As alergias alimentares dão-se devido à formação de anti-corpos contra as proteínas de determinados alimentos. Estes anti-corpos vêm a desenvolver-se, após vários estímulos desenvolvidos pelo organismo, para anticorpos do tipo IgG, que é o tipo de alergia mais frequente no autismo. 1)
Identificado o elemento causador da alergia, deve também fazer-se uma dieta sem glúten (que representa cerca de 80% das proteínas do trigo), até a “bolacha Maria”, que todos nós damos aos nossos filhos, deve ser comprada com extremo critério e a informação “sem glúten” é imperativa.
Segundo médicos especialistas, ao chegar ao intestino o glúten transforma-se em uma espécie de cola dando-se a sua acoplagem nas paredes intestinais. O corpo responde de diversas maneiras, como por exemplo, com doenças auto-imunes ou alergias e intoxicações variadas mas difíceis de diagnosticar clinicamente.2)
Mesmo que não seja nehuma das proteínas do leite de vaca a fazer a alegia, podemos subestituí-lo e a todos os seus derivados (iogurtes, queijo, gelados, etc), por produtos tendo por base a proteína da soja.
Referências:
1) http://www.autismoinfantil.com.br/alergia-alimentos.html
Acesso em 18 de Outubro de 2009
2) http://www.drmarcos.net/?link=artigo.php&aid=58&topic=artigos
Acesso em 18 de Outubro de 2009
As alergias alimentares dão-se devido à formação de anti-corpos contra as proteínas de determinados alimentos. Estes anti-corpos vêm a desenvolver-se, após vários estímulos desenvolvidos pelo organismo, para anticorpos do tipo IgG, que é o tipo de alergia mais frequente no autismo. 1)
Identificado o elemento causador da alergia, deve também fazer-se uma dieta sem glúten (que representa cerca de 80% das proteínas do trigo), até a “bolacha Maria”, que todos nós damos aos nossos filhos, deve ser comprada com extremo critério e a informação “sem glúten” é imperativa.
Segundo médicos especialistas, ao chegar ao intestino o glúten transforma-se em uma espécie de cola dando-se a sua acoplagem nas paredes intestinais. O corpo responde de diversas maneiras, como por exemplo, com doenças auto-imunes ou alergias e intoxicações variadas mas difíceis de diagnosticar clinicamente.2)
Mesmo que não seja nehuma das proteínas do leite de vaca a fazer a alegia, podemos subestituí-lo e a todos os seus derivados (iogurtes, queijo, gelados, etc), por produtos tendo por base a proteína da soja.
Referências:
1) http://www.autismoinfantil.com.br/alergia-alimentos.html
Acesso em 18 de Outubro de 2009
2) http://www.drmarcos.net/?link=artigo.php&aid=58&topic=artigos
Acesso em 18 de Outubro de 2009
27/08/2010
PEA e Autismo
Entrevista de Jornalista do Diário de Notícias à Prof. Doutora Paula Pinto de Freitas, Directora Técnica da APPDA-Norte (Abril de 2010)
Eu chamo-me Hugo Maduro e sou jornalista do Diário de Notícias. Estou a fazer um trabalho sobre Autismo e gostaria que me respondesse, se lhe for possível, às seguintes perguntas:
- Quantas pessoas existem em Portugal com Autismo (se conseguir dizer-me, em separado, o número de crianças e o número de adultos, agradeço)?
È importante distinguir Autismo(um dos sub-tipos das PEA) e Perturbações do Espectro do Autismo( neste grupo geralmente estão englobados os casos de Autismo, os casos de Perturbação de Asperger e as Perturbações Globais de Desenvolvimento sem outra especificação PGD-SOE, ou Autismo atípico)
Globalmente a prevalência das Perturbações do Espectro do Autsimo (PEA), segundo os resulatdos das investigações epidemiológicas têm disparado a partir da década de 90. Uma meta-análise de Eric Fombonne (2003), envolvendo 32 estudos cientificamente credíveis, revelou que nos estudos realizados entre 1966 e 1991 a prevalência média do Autismo era de 4,4 por 10.000. Nos estudos realizados entre 1992 e 2001 a prevalência média do Autismo era de 12,7 /10.000. Ou seja a prevalência triplicara, e embora não seja absolutamente concensual, isto dever-se-á a maior capacidade de diagnóstico por parte dos profissionais e ao facto de famílias e profissionais poderem estar mais informadas sobre estas perturbações.
Um estudo realizado em Portugal por Guiomar Oliveira (2007), em crianças de idade escolar (6-9anos) apontava para uma Prevalência Global de 9,2/10.000.
Relativamente às PEA, a prevalência é muito maior. Estudos realizados nos anos 2000, 2001 apontavam para prevalências de 60 a 70 por 10.000. Os dados mais recentes apontam para prevalências da ordem de 1 para 150 (ADDMonitoring Network – USA) ou mesmo de 1% em crianças de idade escolar no Reino Unido (British Journal of Psychiatry, 2009).
Cálculos por estimativa:
Relativamente aos 10 milhões da população portuguesa seria de esperar para prevalências de 10/10.000, que 10.000 pessoas sofressem se Autismo,
Sendo a população infantil (até aos 18 anos) cerca de 1/3 da população total, teriamos cerca de 3.000 a 3.500 crianças com autismo.
- Qual é a percentagem de rapazes e de raparigas (os dados que tenho indicam que serão 75% de rapazes e 25% de raparigas - se conseguir confirmar-me estes números, seria importante)?
Em termos gerais dizemos que a relação é de3 a 4 rapazes para uma rapariga. Agora esta relação é diferente conforme existe ou não atraso mental associado. Nas situações sem atraso mental, mais próximas por exemplo, das Perturbações de Asperger, esta relação tem tendência a aumentar para valores do tipo 8-10 rapazes para 1 rapariga. Quando o autismo se associa a atraso mental profundo esta diferença baixa (atè 1 para 1).
Gostaria de lembrar que uma percentagem significativa de casos (75% nos estudos mais antigos e 50-60% nos mais recentes), têm atraso mental associado, ou seja para além de autismo têm também atraso mental. A evolução e o prognóstico, nomeadamente a possibilidade de vir a ter uma vida adulta autónoma e o grau de autonomia na vida adulta é muito influenciado por esta associação.
- Se tem ideia de quantos novos casos existem por ano?
Relativamente ao autismo
Não ha dados oficiais. Agora em Portugal, nos últimos anos, nascem cerca de 100.000 crianças por ano. Se pensarmos com base em dados do National Institute of Health, USA, 1999, que refere que o autismo afecta 1 em cada 500 nascimentos, poderiamos pensar em cerca de 200 novos casos ano. È claro que não entramos em consideração com as limitações que ainda possam existir relativamente à identificação dos novos casos.
Nestas perguntas mais objectivas, se não tiver conhecimento dos números concretos, as respostas podem ser dadas com base em estimativas.
- Como é que vê a evolução dos tratamentos do autismo em Portugal?
Vejo com optimismo mas também com alguma preocupação.
Optimismo porque acho que há cada vez mais pessoas a interessar-se por esta problemática e a tentar aprofundar os seus conhecimentos, tanto da parte dos técnicos da saúde como da educação, como da sociedade em geral. Temos maior facildade em realizar diagnósticos precoces e em sinalizar as situações de risco ( antes dos 3 anos de idade). Melhoramos então na capacidade de diagnostico. Temos mais serviços capazes de realizar intervenção e intervenção especializada, embora no domínio da intervenção existam carências e desigualdade regional na sua distribuição.
Assistimos a mudanças no sector da educação e a um esforço sutentado no sentido de se difinirem as orientações relativas às crianças com Necessidades Educativas Especiais. O Decreto Lei n. 3/2008 foi um avanço significativo, pois explicitamente referiu as necessidades das crianças com PEA, e formalizou a criação de Salas de Ensino Estruturado, que são resposta adequadas em muitas destas situações.
Frequentemente estas crianças necessitam de intervenções pluridisciplinares, mas é importante que o trabalho seja realizado de forma articulada e concertada dentro de um verdadeiro espirito de parceria (entre os diferentes técnicos e entre estes e as famílias). Aqui surgem por vezes dificuldades. Dificuldades porque são pessoas com formações diferentes e que precisam de esforçar-se por desenvolver uma linguagem comum, dificuldades porque pertencem a diferentes instituições (saúde, educação, segurança social) e precisam de articular-se, dificuldades porque é preciso tempo para aprenderem a confiar uns nos outros e também para que cada um se revele digno de confiança .
- Que opinião tem sobre as unidades especializadas (salas estruturadas) de recurso pedagógico, destinadas a facilitar o processo de inclusão das crianças?
Penso que a existência de salas de ensino estruturado como parte integrante da Escola, ou seja integradas na “Escola Regular” correspondem a um avanço significativo. Pretende-se que elas contribuam para facilitar a inclusão das crianças com PEA, essa é a intenção que preside à sua criação, dependerá do empenho de todos (pais de crianças com e sem NEE, professores do ensino regular e do ensino especializado, equipas pluridisciplinares, colaborações inter-institucionais...) a concretização desse objectivo. È no entanto, importante ressalvar que as salas de ensino estruturado, ainda não existem em nº suficiente, e também que nem todas as crianças com PEA necessitam de ser inegradas em salas de ensino estruturado.
- Como é que vê a integração das pessoas com autismo na sociedade? Que papel é que desempenha, ou que poderia desempenhar, a sociedade civil numa melhor interacção com as pessoas com autismo?
Se pensarmos que as pessoas com autismo têm particulares dificuldades na área do desenvolvimento social, podemos imaginar que tal acarretará dificuldades ao aprofundar do conhecimento mútuo e abrirá caminho para mal-entendidos e consequentemente para a regeição e exclusão.
Penso que o esforço de todos no sentido de criarmos uma sociedade mais tolerante e solidária, capaz de respeitar as diferenças, de estimular a inter-ajuda e de fazer sobressair o que de melhor exista em cada um ajudará todos e cada um a encontar o seu lugar nessa mesma sociedade.
Publicada por Autismo em Gaia, não deixe de visitar:
http://autismoemgaia.blogspot.com/
26/08/2010
Autismo e SFX (Síndrome de X-frágil)
Só nos últimos 30 anos começaram a ser lançadas verdadeiras teorias sobre as causas científicas do Autismo
Hoje está já identificada uma possível relação entre a Síndrome de X Frágil e o Autismo. Cada criança possui 46 cromossomas. Existe um gene específico chamado FMR1 que pertence ao cromossoma X, que às vezes apresenta-se desligado, deixando de funcionar. Quando isto acontece fala-se em Síndrome de X Frágil (SFX)1) que é a causa hereditária mais frequente de atraso mental. Esta alteração genética é herança dos antepassados, sem que no entanto qualquer um deles tenha apresentado atraso mental ou dificuldades na aprendizagem.
Assim, a criança que parecia completamente saudável à nascença, por volta de um ano de idade começa a apresentar sinais de atraso. Apresenta particular dificuldade na realização de problemas que exigem raciocínio, este atraso é mais frequente nos rapazes que nas raparigas. Apesar do atraso no desenvolvimento, muitas crianças apresentam um aceitável desempenho a nível de memória, quer seja visual quer de situações concretas, outras demonstram uma boa capacidade de cuidarem de si próprias (comerem ou vestirem-se sem ajuda).
Como no Autismo é desde cedo que nos casos de X-Frágil se verifica uma linguagem pobre, repetindo várias vezes as mesmas palavras (ecolália, em termos autísticos), muitas destas crianças são hiperactivas, sofrendo de alterações de humor (ansiedade ou depressão). Algumas podem mesmo apresentar movimentos repetidos e estereotipados, pouco contacto visual, timidez e grande intolerância a mudanças nas suas rotinas diárias.2)
Pesquisadores da Universidade de Nova York e da Baylor College of Medicine, realizaram estudos, tomando por base a análise de uma proteína chamada FKBP12, presente nos seres humanos e nos ratos. Os cientistas eliminaram a proteína dos ratos de laboratório, privando-os do elemento que regula a actividade de uma enzima que influi na união entre os neurónios, que desempenham um papel chave no aprendizado e no processo de memorização.
A enzima, chamada mTOR, também influi na capacidade de resposta dos indivíduos às mudanças em seu meio. Retirada a proteína, os pesquisadores verificaram um aumento das taxas de mTOR e, paralelamente, alterações nas trocas dos neurónios, em particular na zona do cérebro utilizada para a memória. Os resultados mostraram uma diminuição da capacidade dos ratos para analisar e responder a situações inéditas. Quando fechados em um labirinto, por exemplo, os ratos tinham tendência a repetir o trajecto que já haviam feito num exercício anterior. Esse tipo de comportamento é observado, com frequência, nos indivíduos que sofrem de autismo. Eric Klann (2008), responsável pelo estudo, explica; "Nossos resultados sugerem que a FKBP12 regula os neurónios que estão relacionados a doenças neurológicas como o autismo…".3)
Referências:
1) Acesso em 18 de Outubro de 2009
http://pagina.forpsi.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=84&catid=43&Itemid=64
2) Acesso em 12 de Novembro de 2009
http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=675&Itemid=63
3) Acesso em 11 de Outubro de 2009
http://www.bcm.edu/blg/showned.cfm?08-053
O comportamento autista
Habitualmente não falo aqui da minha experiência como mãe de um autista. Mas acontece que recebi um email que falava de como os autistas se autoestiumulam, apreendendo o mundo pelos seus canais. Hoje em conversa com a psicóloga do meu filho, concordámos que para qualquer indíviduo é dificil actuar perante situações novas. Explicou a Dra. Sónia que nos autistas esta questão toma proporções exarcebadas. Outra coisa que me fez pensar foi o facto de o email relatar, e eu confirmo, que muitas pessoas acham que os autistas têm falta de imaginação. Pois da minha experiência não posso discordar mais. O que os autistas têm é falta de vivências, algumas limitadas por questões inerentes à doença e/ou à realidade familiar e sócio-económica ou a outras.
No autismo tudo tem o seu propósito e lugar, como nas vidas de qualquer um. Simplesmente isso parece ser levado muito à letra pelos autistas e, quando assim não é entram em colapso, ficando sem estrutura, "sem esqueleto para prosseguir com o raciocínio", dando por vezes origem às chamadas crises.
Dou um exemplo:
-Hoje, antes de sair, pentiei o meu filho e pus a espuma no cabelo, ficando todo bonitinho. Ele olhou-se no espelho, sorriu e a seguir foi colocar o chapéu de sol.
Ou seja uma coisa é arranjar o cabelo antes de sair à rua, outra é colocar o chapéu devido ao sol (mesmo que vá estragar o penteado), ambas são necessárias antes de sair e por isso há que levar esssas tarefas a cabo.
No autismo tudo tem o seu propósito e lugar, como nas vidas de qualquer um. Simplesmente isso parece ser levado muito à letra pelos autistas e, quando assim não é entram em colapso, ficando sem estrutura, "sem esqueleto para prosseguir com o raciocínio", dando por vezes origem às chamadas crises.
Dou um exemplo:
-Hoje, antes de sair, pentiei o meu filho e pus a espuma no cabelo, ficando todo bonitinho. Ele olhou-se no espelho, sorriu e a seguir foi colocar o chapéu de sol.
Ou seja uma coisa é arranjar o cabelo antes de sair à rua, outra é colocar o chapéu devido ao sol (mesmo que vá estragar o penteado), ambas são necessárias antes de sair e por isso há que levar esssas tarefas a cabo.
23/08/2010
Autismo e Odontologia
Escrito por Adriana Zink
Crianças com autismo tendem a apresentar dificuldades em filtrar e descartar informações sensoriais, o que pode levá-las a se distrair pelos vários sons, imagens, texturas e cheiros. No consultório odontológico estamos cercados desses estímulos e o profissional deve estar atento a essa situação que é primordial para o primeiro contato paciente-dentista. Quanto mais conseguirmos simplificar o ambiente sensorial de uma criança, mais fácil será para ela focar em interações sociais e no aprendizado de novas habilidades. A apresentação do ambiente pode ser inicialmente por figuras fixadas em uma pasta (chamada pasta de condicionamento lúdico), depois cada figura será mostrada no quadro de comunicação na forma do modelo PECS adaptada à odontologia (desenvolvido pela autora)
Brinquedos que funcionam sozinhos, movidos a pilha, com luzes e sons, podem estimular que a criança brinque sozinha com eles, sem precisar que alguém brinque com elas. Esses brinquedos podem distrair a criança e também ser hiperestimulantes. Durante o condicionamento para o tratamento odontológico de preferência aos fantoches, marionetes e outros brinquedos que facilitem a interação com sua criança. Os fantoches são ótimos parceiros porque você será primordial para animá-los. Nesse momento o ideal é iniciar a brincadeira usando o fantoche e a escova de dentes, já introduzindo o assunto principal da comunicação. Se os pais brincarem de dentista e de escovar os dentes ele irá incluir facilmente esse momento na rotina do seu filho.
Se ele não gostar e atirar o fantoche em você, não demonstre reação. Mantenha sua expressão facial e sua voz em um tom neutro (ex: não grite, não franza as sobrancelhas, não faça careta, etc.). Sempre se movimente vagarosamente e com calma durante esse momento, pois assim você minimiza as suas reações, deixando de ser um possível apoio para esses comportamentos. Ao invés de tentar ignorar esses comportamentos, explique com uma voz calma e amorosa que você não a entende quando se comunica com você dessa maneira. Mesmo que a criança não saiba falar, sua explicação é útil tanto em conteúdo quanto em tom. Dê atenção e celebre todos os membros da família que participarem dessas atividades .
Ex: "Viva! Você Escovou os dentes sozinho!". Aproveite e bata palmas, comemore e faça com que ele fique feliz com o momento.
Tenha reações grandes e empolgadas para qualquer sinal de interesse ou disposição da criança nessa área. Ex: quando a criança olhar para a escova de dentes, quando ela levar a escova à boca, etc..
Emprego de uma atitude otimista e sem julgamento maximiza a diversão, a atenção e a motivação da criança durante o uso do Programa Son-Rise®. Esse programa é imensamente gratificante e os pais que utilizam sabem que com amor conseguimos tudo!
Considerar os pais os aliados mais importantes e duradouros da criança fornece um foco consistente para treinamento, educação e inspiração.
Juntar-se a uma criança em seus comportamentos repetitivos e ritualísticos fornece a chave para se decifrar o mistério destes comportamentos, e facilita o contato de olho no olho, o desenvolvimento social e a inclusão dos outros na brincadeira da criança. Nesse momento precisamos contar com a formação do profissional especializada em TGD, onde serão usados acessórios de cabeça para tentar estipular o 1º contato visual paciente-profissional.
A utilização da motivação da própria criança impulsiona aprendizado e constrói a fundação para a educação e a aquisição de habilidades, e a visita ao dentista é considerada uma nova habilidade.
O ensino através da brincadeira/jogo interativo resulta numa efetiva e significativa socialização e comunicação, o dentista deve estar apto a interagir com a criança.
Uso de energia, empolgação e entusiasmo envolve e motiva a criança inspirando um desejo contínuo por interação e aprendizagem.
Dessa maneira iniciamos uma abordagem satisfatória para o tratamento odontológico e tendo em vista a complexidade do atendimento é indicado aos pais que procurem profissionais especializados em TGD (transtorno global de desenvolvimento) e assim incluir na rotina do seu filho à visita ao dentista.
Lembre-se que a prevenção é o melhor caminho, por isso procure um cirurgião-dentista!
Artigo escrito pela Dra.Adriana Gledys Zink, dentista especialista em pacientes com necessidades especiais, trabalha com autistas há 7 anos.
Não deixe de visitar o blog da Dra Adriana.
Crianças com autismo tendem a apresentar dificuldades em filtrar e descartar informações sensoriais, o que pode levá-las a se distrair pelos vários sons, imagens, texturas e cheiros. No consultório odontológico estamos cercados desses estímulos e o profissional deve estar atento a essa situação que é primordial para o primeiro contato paciente-dentista. Quanto mais conseguirmos simplificar o ambiente sensorial de uma criança, mais fácil será para ela focar em interações sociais e no aprendizado de novas habilidades. A apresentação do ambiente pode ser inicialmente por figuras fixadas em uma pasta (chamada pasta de condicionamento lúdico), depois cada figura será mostrada no quadro de comunicação na forma do modelo PECS adaptada à odontologia (desenvolvido pela autora)
Brinquedos que funcionam sozinhos, movidos a pilha, com luzes e sons, podem estimular que a criança brinque sozinha com eles, sem precisar que alguém brinque com elas. Esses brinquedos podem distrair a criança e também ser hiperestimulantes. Durante o condicionamento para o tratamento odontológico de preferência aos fantoches, marionetes e outros brinquedos que facilitem a interação com sua criança. Os fantoches são ótimos parceiros porque você será primordial para animá-los. Nesse momento o ideal é iniciar a brincadeira usando o fantoche e a escova de dentes, já introduzindo o assunto principal da comunicação. Se os pais brincarem de dentista e de escovar os dentes ele irá incluir facilmente esse momento na rotina do seu filho.
Se ele não gostar e atirar o fantoche em você, não demonstre reação. Mantenha sua expressão facial e sua voz em um tom neutro (ex: não grite, não franza as sobrancelhas, não faça careta, etc.). Sempre se movimente vagarosamente e com calma durante esse momento, pois assim você minimiza as suas reações, deixando de ser um possível apoio para esses comportamentos. Ao invés de tentar ignorar esses comportamentos, explique com uma voz calma e amorosa que você não a entende quando se comunica com você dessa maneira. Mesmo que a criança não saiba falar, sua explicação é útil tanto em conteúdo quanto em tom. Dê atenção e celebre todos os membros da família que participarem dessas atividades .
Ex: "Viva! Você Escovou os dentes sozinho!". Aproveite e bata palmas, comemore e faça com que ele fique feliz com o momento.
Tenha reações grandes e empolgadas para qualquer sinal de interesse ou disposição da criança nessa área. Ex: quando a criança olhar para a escova de dentes, quando ela levar a escova à boca, etc..
Emprego de uma atitude otimista e sem julgamento maximiza a diversão, a atenção e a motivação da criança durante o uso do Programa Son-Rise®. Esse programa é imensamente gratificante e os pais que utilizam sabem que com amor conseguimos tudo!
Considerar os pais os aliados mais importantes e duradouros da criança fornece um foco consistente para treinamento, educação e inspiração.
Juntar-se a uma criança em seus comportamentos repetitivos e ritualísticos fornece a chave para se decifrar o mistério destes comportamentos, e facilita o contato de olho no olho, o desenvolvimento social e a inclusão dos outros na brincadeira da criança. Nesse momento precisamos contar com a formação do profissional especializada em TGD, onde serão usados acessórios de cabeça para tentar estipular o 1º contato visual paciente-profissional.
A utilização da motivação da própria criança impulsiona aprendizado e constrói a fundação para a educação e a aquisição de habilidades, e a visita ao dentista é considerada uma nova habilidade.
O ensino através da brincadeira/jogo interativo resulta numa efetiva e significativa socialização e comunicação, o dentista deve estar apto a interagir com a criança.
Uso de energia, empolgação e entusiasmo envolve e motiva a criança inspirando um desejo contínuo por interação e aprendizagem.
Dessa maneira iniciamos uma abordagem satisfatória para o tratamento odontológico e tendo em vista a complexidade do atendimento é indicado aos pais que procurem profissionais especializados em TGD (transtorno global de desenvolvimento) e assim incluir na rotina do seu filho à visita ao dentista.
Lembre-se que a prevenção é o melhor caminho, por isso procure um cirurgião-dentista!
Artigo escrito pela Dra.Adriana Gledys Zink, dentista especialista em pacientes com necessidades especiais, trabalha com autistas há 7 anos.
Não deixe de visitar o blog da Dra Adriana.
18/08/2010
II Jornadas de Formação sobre o Autismo
Tema: Autismo e Inclusão
Local: Auditório Glaxo Smith Kline, em Algés
Data: 9 e 10 de Setembro de 2010
Horas: 9h30 em ambos os dias
Estas jornadas têm como destinatários os Familiares das crianças com Perturbações do Espectro do Autismo e Docentes, técnicos e auxiliares das Unidades de Ensino Estruturado dos Agrupamentos apoiados pelo Centro de Recursos para a Inclusão, outros docentes, técnicos e familiares das crianças e jovens com Perturbações do Espectro do Autismo
Contactos:
Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo
Rua José Luís Garcia Rodrigues, Bairro do Alto da Ajuda 1300-565 Lisboa
Tel.: 21 361 62 50 21 361 62 50
Fax: 21 361 62 59
E-mail: info@appda-lisboa.org.pt / secretaria@appda-lisboa.org.pt
Sítio web: http://www.appda-lisboa.org.pt/
Local: Auditório Glaxo Smith Kline, em Algés
Data: 9 e 10 de Setembro de 2010
Horas: 9h30 em ambos os dias
Estas jornadas têm como destinatários os Familiares das crianças com Perturbações do Espectro do Autismo e Docentes, técnicos e auxiliares das Unidades de Ensino Estruturado dos Agrupamentos apoiados pelo Centro de Recursos para a Inclusão, outros docentes, técnicos e familiares das crianças e jovens com Perturbações do Espectro do Autismo
Contactos:
Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo
Rua José Luís Garcia Rodrigues, Bairro do Alto da Ajuda 1300-565 Lisboa
Tel.: 21 361 62 50 21 361 62 50
Fax: 21 361 62 59
E-mail: info@appda-lisboa.org.pt / secretaria@appda-lisboa.org.pt
Sítio web: http://www.appda-lisboa.org.pt/
13/05/2010
Fiocruz desenvolve exame inédito, e mais confiável, para autismo
O Brasil está desenvolvendo um exame laboratorial inédito para o diagnóstico do autismo, uma alteração caracterizada por isolar seu portador do mundo ao redor.
O método promete ser uma alternativa mais confiável aos testes de laboratório hoje usados para identificar a doença. "Ainda estamos em fase de estudos, mas os resultados são promissores", diz o pesquisador responsável, Vladmir Lazarev, do Instituto Fernandes Figueira, centro de pesquisas ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. "Testamos o método em 16 autistas jovens e obtivemos dados homogêneos, muito significativos estatisticamente. Agora, queremos fazer novos testes. A previsão é de que o exame esteja pronto em até cinco anos."
De acordo com Lazarev, cientista russo radicado no Brasil há 15 anos, a vantagem do novo método está no uso da foto-estimulação rítmica. O recurso torna o exame mais completo que outros. Em linguagem comum: durante o já usual encefalograma (radiografia), projeta-se sobre o paciente uma luz que pisca de forma ritmada, estimulando o cérebro a acompanhar. Como o autismo é uma doença do cérebro, a reação deste ao estímulo luminoso pode indicar se ele se enquadra ou não no campo da doença.
Os 16 autistas examinados durante a pesquisa, por exemplo, apresentaram deficiência no lado direito do cérebro. Nesta parte, que é responsável pelas habilidades sócioafetivas da pessoa - confira aqui quadro sobre o cérebro -, a mente dos pacientes seguia o ritmo da luz, mas de maneira mais tímida. "Com isso, podemos concluir que há uma deficiência funcional no hemisfério cerebral direito do autista", explica Lazarev.
Exames de imagem como a encefalografia (radiografia do cérebro feita após a retirada de um fluido do local) ou o próprio encefalograma, se empregados sozinhos, deixam o paciente em estado de repouso. Nessa situação, não se nota nenhuma alteração na atividade elétrica do cérebro. Os resultados, portanto, nem sempre são satisfatórios.
Diagnóstico complexo - Os métodos laboratoriais, chamados de métodos de tipo objetivo, complementam o diagnóstico do autismo feito clinicamente, quando o paciente, em geral uma criança, é avaliado por médicos de diferentes especializações: pediatra, neurologista e fonoaudiólogo, além de um psicólogo. Ou seja, isoladamente, o parecer deve sempre ser associado aos exames de laboratório. "A dificuldade em diagnosticar clinicamente o autismo se deve ao fato de a doença, um mal neuropsiquiátrico funcional, ter aspectos parecidos com os de outras enfermidades", explica Lazarev. Daí a importância de um diagnóstico objetivo cada vez mais confiável.
A grande maioria dos doentes - entre 60% e 70% - tem comprometimento da linguagem, em níveis variáveis. O restante - de 30% a 40% - tem linguagem e inteligência normais e, tecnicamente, são chamados de autistas de alto desempenho. Embora sejam iguais aos demais na dificuldade de compreender o contexto em que se encontram, emitem menos sinais da doença, que pode demorar a ser identificada e tratada. Isso é um fator de risco.
Entenda melhor a doença - Segundo Adailton Pontes, parceiro de Lazarev na pesquisa, o autismo é considerado hoje não apenas uma doença, mas uma série de distúrbios de desenvolvimento capazes de comprometer a interação social, a comunicação social e as habilidades imaginativas. "O autismo não é uma coisa única, há várias formas de autismos que variam no grau de comprometimento das funções - mais leve, moderado, mais grave e com níveis diferentes de inteligência", diz o pesquisador.
A base da doença é genética. O papel do ambiente - das influências externas recebidas pelo autista - ainda é desconhecido. "O que se sabe é que a pessoa nasce com predisposição para o autismo e, já a partir dos dois anos pode apresentar os primeiros sinais da doença, como a ausência de linguagem e a dificuldade de brincar", conta Pontes. "O ideal é diagnosticar a doença até os três anos. Está provado que, quando se faz a intervenção precoce, o prognóstico é melhor. Eles não vão se curar, mas vão se desenvolver mais, vão superar algumas dificuldades que os outros podem não superar porque não foram estimulados."
O autismo não tem cura, mas o portador da doença pode tomar remédios contra sintomas específicos, como a agressividade.
Fonte: Troca de Idéias - Autismo
O método promete ser uma alternativa mais confiável aos testes de laboratório hoje usados para identificar a doença. "Ainda estamos em fase de estudos, mas os resultados são promissores", diz o pesquisador responsável, Vladmir Lazarev, do Instituto Fernandes Figueira, centro de pesquisas ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. "Testamos o método em 16 autistas jovens e obtivemos dados homogêneos, muito significativos estatisticamente. Agora, queremos fazer novos testes. A previsão é de que o exame esteja pronto em até cinco anos."
De acordo com Lazarev, cientista russo radicado no Brasil há 15 anos, a vantagem do novo método está no uso da foto-estimulação rítmica. O recurso torna o exame mais completo que outros. Em linguagem comum: durante o já usual encefalograma (radiografia), projeta-se sobre o paciente uma luz que pisca de forma ritmada, estimulando o cérebro a acompanhar. Como o autismo é uma doença do cérebro, a reação deste ao estímulo luminoso pode indicar se ele se enquadra ou não no campo da doença.
Os 16 autistas examinados durante a pesquisa, por exemplo, apresentaram deficiência no lado direito do cérebro. Nesta parte, que é responsável pelas habilidades sócioafetivas da pessoa - confira aqui quadro sobre o cérebro -, a mente dos pacientes seguia o ritmo da luz, mas de maneira mais tímida. "Com isso, podemos concluir que há uma deficiência funcional no hemisfério cerebral direito do autista", explica Lazarev.
Exames de imagem como a encefalografia (radiografia do cérebro feita após a retirada de um fluido do local) ou o próprio encefalograma, se empregados sozinhos, deixam o paciente em estado de repouso. Nessa situação, não se nota nenhuma alteração na atividade elétrica do cérebro. Os resultados, portanto, nem sempre são satisfatórios.
Diagnóstico complexo - Os métodos laboratoriais, chamados de métodos de tipo objetivo, complementam o diagnóstico do autismo feito clinicamente, quando o paciente, em geral uma criança, é avaliado por médicos de diferentes especializações: pediatra, neurologista e fonoaudiólogo, além de um psicólogo. Ou seja, isoladamente, o parecer deve sempre ser associado aos exames de laboratório. "A dificuldade em diagnosticar clinicamente o autismo se deve ao fato de a doença, um mal neuropsiquiátrico funcional, ter aspectos parecidos com os de outras enfermidades", explica Lazarev. Daí a importância de um diagnóstico objetivo cada vez mais confiável.
A grande maioria dos doentes - entre 60% e 70% - tem comprometimento da linguagem, em níveis variáveis. O restante - de 30% a 40% - tem linguagem e inteligência normais e, tecnicamente, são chamados de autistas de alto desempenho. Embora sejam iguais aos demais na dificuldade de compreender o contexto em que se encontram, emitem menos sinais da doença, que pode demorar a ser identificada e tratada. Isso é um fator de risco.
Entenda melhor a doença - Segundo Adailton Pontes, parceiro de Lazarev na pesquisa, o autismo é considerado hoje não apenas uma doença, mas uma série de distúrbios de desenvolvimento capazes de comprometer a interação social, a comunicação social e as habilidades imaginativas. "O autismo não é uma coisa única, há várias formas de autismos que variam no grau de comprometimento das funções - mais leve, moderado, mais grave e com níveis diferentes de inteligência", diz o pesquisador.
A base da doença é genética. O papel do ambiente - das influências externas recebidas pelo autista - ainda é desconhecido. "O que se sabe é que a pessoa nasce com predisposição para o autismo e, já a partir dos dois anos pode apresentar os primeiros sinais da doença, como a ausência de linguagem e a dificuldade de brincar", conta Pontes. "O ideal é diagnosticar a doença até os três anos. Está provado que, quando se faz a intervenção precoce, o prognóstico é melhor. Eles não vão se curar, mas vão se desenvolver mais, vão superar algumas dificuldades que os outros podem não superar porque não foram estimulados."
O autismo não tem cura, mas o portador da doença pode tomar remédios contra sintomas específicos, como a agressividade.
Fonte: Troca de Idéias - Autismo
Dia Mundial do Autismo - Instituto Português da Juventude de Viseu
No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Autismo, vai decorrer no dia 19 de Maio, das 12h00 às 14h00 no Auditório do Instituto Português da Juventude de Viseu, uma Conferência denominada “Autismo – O Mundo de Todos e de Cada um”,onde será apresentada uma comunicação pela Dr.ª Prazeres Domingues.
Esta actividade que conta com o apoio da Loja Ponto JA / IPJ de Viseu, é organizada pelas alunas: Ana Vila, Andreia Coelho, Diana Madureira, Mariya Hrynchak e Susana Coelho do Grupo I da Área de projecto do 12º ano da Escola Secundária Emídio Navarro.
Para informações complementares os interessados poderão contactar a Loja Ponto JA de Viseu: tel. – 232 483 410 / email: ipj.viseu@ipj.pt
Esta actividade que conta com o apoio da Loja Ponto JA / IPJ de Viseu, é organizada pelas alunas: Ana Vila, Andreia Coelho, Diana Madureira, Mariya Hrynchak e Susana Coelho do Grupo I da Área de projecto do 12º ano da Escola Secundária Emídio Navarro.
Para informações complementares os interessados poderão contactar a Loja Ponto JA de Viseu: tel. – 232 483 410 / email: ipj.viseu@ipj.pt
A Síndrome de Heller
A Síndrome de Heller é bastante rara e mais frequente em crianças do sexo masculino. Estas crianças têm um desenvolvimento normal até aos 2 anos de idade (nalguns casos até mais tarde mas sempre antes dos 10 anos). No entanto, a partir dessa altura entram numa dramática regressão psicomotora, ou seja, perdem faculdades intelectuais anteriormente adquiridas e entram num estado de profunda alienação passando a ter comportamentos semelhantes aos do Autismo Clássico. O período de regressão dura entre 4 a 8 semanas e é marcado por uma grande agitação e pânico por parte da criança. Os cientistas acreditam de a Síndrome de Heller seja uma perturbação neurodegenerativa.
Depois da fase mais difícil da regressão psicomotora, frequentemente, a doença estagna, isto é, deixa de evoluir mas há poucas ou nenhumas melhorias subsequentes.
As características da Síndrome de Heller, após a fase de regressão psicomotora são evitar o contacto visual; não gostam de ser tocados nem agarrados; não há partilha de sentimentos, alegrias ou interesses; isolamento: incapacidade de estabelecer relacionamentos sociais e afectivos; dificuldade na compreensão da fala, dos gestos e das expressões faciais dos seus interlocutores; emitem sons monótonos; utilização repetitiva da ecolália; problemas ao nível da comunicação não-verbal; movimentos repetitivos, não funcionais (ex: estalar os dedos, balançar o corpo ou a cabeça, etc.); hiperactividade; e perturbações do sono, entre outros.
Para que a criança seja diagnosticada com Síndrome de Heller tem de, obrigatoriamente, apresentar perda de faculdades em pelo menos duas das áreas seguintes:
Linguagem Expressiva e Compreensiva – a criança deixa de nomear/reconhecer os objectos, juntar palavras ou compreender pequenas ordens;
Socialização e Autonomia – a criança deixa de reconhecer pessoas familiares, perde o interesse em brincar com outras pessoas, é incapaz de utilizar a colher ou beber pelo copo;
Motora – a criança deixa de andar e correr, perde a capacidade de utilizar o lápis no papel, é incapaz de fazer a pinça fina (chama-se pinça fina ao movimento de encostar as “almofadinhas” do polegar e do indicador);
Jogo – a criança perde o interesse em brincar ao “faz-de-conta”, deixa de bater palmas, deixa de utilizar os brinquedos de forma funcional;
Controlo Intestinal ou Vesical – a criança perde a capacidade de controlar as fezes e a urina.
Depois da fase mais difícil da regressão psicomotora, frequentemente, a doença estagna, isto é, deixa de evoluir mas há poucas ou nenhumas melhorias subsequentes.
As características da Síndrome de Heller, após a fase de regressão psicomotora são evitar o contacto visual; não gostam de ser tocados nem agarrados; não há partilha de sentimentos, alegrias ou interesses; isolamento: incapacidade de estabelecer relacionamentos sociais e afectivos; dificuldade na compreensão da fala, dos gestos e das expressões faciais dos seus interlocutores; emitem sons monótonos; utilização repetitiva da ecolália; problemas ao nível da comunicação não-verbal; movimentos repetitivos, não funcionais (ex: estalar os dedos, balançar o corpo ou a cabeça, etc.); hiperactividade; e perturbações do sono, entre outros.
Para que a criança seja diagnosticada com Síndrome de Heller tem de, obrigatoriamente, apresentar perda de faculdades em pelo menos duas das áreas seguintes:
Linguagem Expressiva e Compreensiva – a criança deixa de nomear/reconhecer os objectos, juntar palavras ou compreender pequenas ordens;
Socialização e Autonomia – a criança deixa de reconhecer pessoas familiares, perde o interesse em brincar com outras pessoas, é incapaz de utilizar a colher ou beber pelo copo;
Motora – a criança deixa de andar e correr, perde a capacidade de utilizar o lápis no papel, é incapaz de fazer a pinça fina (chama-se pinça fina ao movimento de encostar as “almofadinhas” do polegar e do indicador);
Jogo – a criança perde o interesse em brincar ao “faz-de-conta”, deixa de bater palmas, deixa de utilizar os brinquedos de forma funcional;
Controlo Intestinal ou Vesical – a criança perde a capacidade de controlar as fezes e a urina.
20/03/2010
Workshop com enfoque nas PEA
A APPDA-Setúbal, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo vem por este meio divulgar as seguintes acções:
Formação "Sexualidade na Deficiência, com enfoque nas
Perturbações do Espectro do Autismo"
Data: 10 de Abril de 2010
Horário: 15:00h - 18:00h
Local: Complexo Desportivo do Feijó, Alameda de Guerra Junqueiro, n.º 35 - 2810-074 Almada
Preço: Sócios da APPDA-Setúbal: 10.00 euros
Não sócios: 15.00 euros
Workshop "A aprendizagem da matemática: o método kiel como resposta às dificuldades"
Data: 17 de Abril de 2010
Horário: 10:00h - 17:30h
Local: Av. Cova dos Vidros, lote 2367 R/C Quinta do Conde 2975-333 Sesimbra
Preço: Sócios da APPDA-Setúbal e Estudantes: 40.00 euros
Não sócios: 50.00 euros
Para informações mais detalhadas consulte os respectivos folhetos em anexo ou no nosso site em www.appda-setubal.com
Inscreva-se já e esteja atento, pois brevemente iremos ter mais novidades!
Agradecemos desde já a vossa atenção e apoio na divulgação destas acções.
Com os melhores cumprimentos
Helena Romeiro
Técnica de Serviço Social
Formação "Sexualidade na Deficiência, com enfoque nas
Perturbações do Espectro do Autismo"
Data: 10 de Abril de 2010
Horário: 15:00h - 18:00h
Local: Complexo Desportivo do Feijó, Alameda de Guerra Junqueiro, n.º 35 - 2810-074 Almada
Preço: Sócios da APPDA-Setúbal: 10.00 euros
Não sócios: 15.00 euros
Workshop "A aprendizagem da matemática: o método kiel como resposta às dificuldades"
Data: 17 de Abril de 2010
Horário: 10:00h - 17:30h
Local: Av. Cova dos Vidros, lote 2367 R/C Quinta do Conde 2975-333 Sesimbra
Preço: Sócios da APPDA-Setúbal e Estudantes: 40.00 euros
Não sócios: 50.00 euros
Para informações mais detalhadas consulte os respectivos folhetos em anexo ou no nosso site em www.appda-setubal.com
Inscreva-se já e esteja atento, pois brevemente iremos ter mais novidades!
Agradecemos desde já a vossa atenção e apoio na divulgação destas acções.
Com os melhores cumprimentos
Helena Romeiro
Técnica de Serviço Social
11/03/2010
PEA - Perturbações do Espectro de Autismo
No próximo dia 18 de Março de 2010 iremos realizar uma palestra* subordinada ao tema do projecto que temos vindo a desenvolver – “Autismo e perturbações do desenvolvimento”. Esta terá lugar na Escola Secundária de Odivelas à qual pertencemos, pelas 20:30 h.
Poderemos contar com a presença do Prof. Dr. Nuno Lobo Antunes, neuropediatra e também autor dos livros Mal-entendidos e Sinto Muito.A leitura dos seus livros proporciona-nos a image
m de alguém que alia conhecimento e carácter humano. Ao lê-los, vemo-nos envolvidos por um misto de sentimento e razão, que se revêem na perspectiva científica com que os assuntos são abordados, conjuntamente com a veracidade e emotividade das histórias contadas. Toda a informação sensorial e racional que abre caminho pela nossa mente através destas leituras, irá fazê-lo de uma forma mais real e vívida ao ouvirmos o fluir das palavras que no papel nos emocionam.O mesmo acontecerá par
a o discurso da Dra. Ana Martins, autora do livro Autista, quem…? Eu? e mãe de um jovem autista, Pedro, a qual também comparecerá na palestra acima referida. Este mostrar-nos-á a perspectiva de uma mãe que desde perto acompanhou o crescimento de um filho dif
erente e único, uma relação dotada de um amor incondicional extraordinário.Esta palestra tem, assim, um cariz intervencionário pretendendo sensibilizar a comunidade para um tema tão vasto e pouco divulgado nos dias de hoje, o Autismo. Deste modo temos como objectivo a troca de experiencias, que leve à consciencialização e ao esclarecimento de todos os que comparecerem acerca desta síndrome.
Também desejamos divulgar o nosso projecto e salientar a importância de iniciativas como esta, que promovem a partilha de pontos de vista e dão a conhecer casos tão importantes como este.
Convidamos todos os nossos seguidores a assistirem a esta palestra, com a promessa de um tempo de qualidade. Para tal basta inscrever-se até ao dia 14 de Março de 2010. O documento de inscrição está disponível mais abaixo, deverá ser preenchido
e enviado para o nosso e-mail (mi.a.b.c.r.v@gmail.com).O grupo,
Mundo Interior
*Entrada gratuita
Subscrever:
Mensagens (Atom)
